Woman To Be

OTIMISMO COR DE ROSA

Woman to Be apresenta Fernanda Procopio Cajado em Crônicas da vida

 

investigando o OTIMISMO

 

 

OTIMISMO COR DE ROSA 

 

Otimismo é o nosso desafio da semana, mulherada! Aliás, desafio de uma vida !  Mas afinal… Qual é a do Otimismo?  Ele é uma herança genética e familiar? Ou uma habilidade sócio- cultural?  É possível ser um pessimista nato e ir aprendendo a se alimentar da fonte contrária? Tem receita pra isso?  Bom, o jeito foi investigar e decodificar isso pra vocês.

Fui entrevistar Ana Esmeralda, 34 anos; uma bela mulher de olhos verdes e raros como seu nome. Semblante de pessoa feliz e claro, otimista! E olha que seu histórico de vida não é nada fácil: Aos 20 anos perdeu sua mãe. E aos os 28, quando acreditava que sua vida seguia bem –  tinha um casamento feliz e trabalhava em sociedade com o marido  – acabou por descobrir um caso entre ele e uma amiga sua. Claro que seu “castelo” desabou e para piorar a situação, ficou sem trabalho e sem ocupação ao desfazer a sociedade.

Mas o que essas desgraças da vida tem a ver com o otimismo? Pois cá entre nós: dá muito trabalho ser otimista, hein? Tudo entender, aceitar ou racionalizar!  Não te parece meio ridículo ver a vida assim, sempre cor de rosa ???

Pelo menos eu e meu pessimismo  somos autênticos: Vestimos  o dark da realidade. Os fatos são o nosso  pretinho básico do dia a dia. Principalmente quando a mente diz:

Vai dar tudo errado ! … Agora ferrou geral !…  Estou velha demais pra isso !….Não tenho dinheiro pra mais nada !…  Nunca mais serei feliz no amor…

          Sem contar  pensamentos como “ melhor deixar como está ”, ou “ o que tiver que serserá ”, sinônimos de uma esperança vazia de significado e conteúdo.

         Esmera, como é carinhosamente chamada Ana Esmeralda, argumenta que alcançar o modus operandi cor de rosa não é simples assim. A otimista busca incansavelmente desfechos positivos para as situações pois é a sócia-diretora de sua vida. Ao responsabilizar-se por planejamentos, ações, gestão financeira e emocional, torna-se senhora e principal acionista de seu destino.

Ela segue sua teoria alegando que otimistas  também recebem Nãos da vida. Aliás, muitos!! Quem não?  Também choram, descabelam-se, sentem medo, fazem cara feia e tapam o nariz pra aliviar o gosto amargo dos remédios da vida … ou tudo aquilo que a gente tem que passar, quando não tem outro jeito.

A diferença é que otimistas não se demoram no amargo da vida; Daí a expressão: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Assim, Esmera deixou pra trás – no passado-  a traição da amiga e do primeiro marido. Hoje, agradece as curas pelos males que passou e proclama: “ No final, tudo dá certo e se ainda não deu, é porque não chegou no final.”

Quando o pacote casamento X vida profissional desabou, ela teve que repensar sua estória. Decidiu mudar de profissão. Foi estudar, desenvolver novas competências, buscar melhores oportunidades. No início foi difícil. Era tudo novo e aquela ainda não parecia a sua vida. Mas persistiu… Conheceu gente nova, hoje bons amigos. Encontrou entre os amigos seu atual marido.Uma pessoa incrível ! E diz que não troca sua vida atual por nada nesse mundo!

Mas é isso mesmo? Ah… fala sério Esmera !!! Final feliz?

Não iremos chorar, sofrer, ou assistir a vida dar errado pra ela? Meu pessimismo já estava aqui, ligado no padrão  “preto-darkness- básico” de dissabores e lamentações, enquanto ela …

… decidiu com otimismo, optando por ações planejadas para desenvolver suas competências e abrir novos caminhos. Focou em aperfeiçoar essas escolhas. Foi mais do que generosa com sua paciência, aceitando surfar nas ondas todas… das ruins até as medíocres…

Juntou tudo isso  … e um dia, num repente…sem mágica, bruxaria ou blá blá blá, viu-se na melhor de todas as ondas e… EURECA ! Era a tal SORTE… agora laçada com suas próprias mãos!

 

Afinal,  o que esperar de quem tanto se Esmera, senão a certeza de que…

o mundo pode ser cor de rosa… e pequeno pra nóix, … mulherada !!??!!

 

Fernanda Procópio Cajado

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